As mulheres estão mais inférteis e esse texto não é pra te deixar triste, é pra te apresentar uma saída. Eu também fui vítima de uma nova cultura que destrói a saúde feminina. Podemos chamar de cultura do empoderamento. A princípio, parece que essa ideologia está ao nosso favor, mas se você analisar com honestidade e sem slogans prontos, vai perceber que ela cobra um preço alto demais do corpo feminino, um preço que muitas só descobrem quando o relógio biológico começa a gritar e o corpo já não responde como antes.
Essa cultura ensinou a mulher a viver em estado permanente de guerra. Guerra contra o tempo, contra o corpo, contra os limites, contra a dependência, contra a fragilidade, como se tudo aquilo que nos torna mulheres fosse um defeito a ser corrigido. Trabalhar como um homem, competir como um homem, sustentar níveis de estresse contínuos como um homem, ignorar ciclos, sinais, cansaços e ritmos como se o corpo fosse uma máquina neutra. Só que ele não é. E nunca foi.
O excesso de trabalho, a pressão constante por performance, a necessidade de provar valor o tempo todo mantêm o corpo feminino em estado crônico de alerta. E alerta contínuo gera cortisol. Cortisol alto por longos períodos desregula o eixo hormonal, afeta ovulação, compromete a produção de progesterona, bagunça ciclos, dificulta a implantação e enfraquece a fertilidade. Isso não é discurso ideológico, é fisiologia básica. O corpo interpreta estresse prolongado como ameaça. E um corpo em ameaça não prioriza reprodução, ele prioriza sobrevivência.
A infertilidade moderna, em muitos casos, não nasce de um defeito isolado, mas de um estilo de vida que exige demais e oferece pouco descanso real. Sono irregular, alimentação apressada, excesso de estímulos, trabalho sem pausa mental, emoções represadas, tudo isso vai criando um ambiente interno hostil à vida. O útero não floresce em clima de guerra. A fertilidade precisa de segurança, previsibilidade, calma fisiológica, sensação de abrigo.
A cultura do empoderamento vendeu a ideia de que trabalhar até a exaustão é sinal de força, que desacelerar é fraqueza, que desejar leveza é retrocesso. Mas o corpo feminino não negocia com ideologia. Ele responde à realidade. E a realidade é que a mulher foi feita para gerar vida, e isso exige um ambiente interno compatível com vida, não com combate permanente.
Trabalhar de forma mais leve e feminina não significa ser irresponsável, incapaz ou dependente. Significa trabalhar respeitando o próprio ritmo, escolhendo batalhas, organizando prioridades, criando margens de descanso, silêncio e recuperação. Significa entender que produtividade não é apenas quantidade de horas, mas qualidade de presença. Que sucesso não deveria custar a saúde hormonal. Que dinheiro nenhum compensa um corpo exausto demais para conceber.
A feminilidade sempre esteve associada à capacidade de acolher, nutrir, gestar e sustentar processos longos. Isso exige constância, não pressa. Exige cuidado, não agressividade. Exige inteligência emocional, não endurecimento. Quando a mulher vive como se estivesse sempre atrasada, sempre devendo, sempre precisando provar algo, o corpo entra em colapso silencioso. A infertilidade, muitas vezes, é apenas o sintoma final.
Existe uma saída. E ela não passa por negar trabalho, ambição ou competência. Passa por reorganizar a vida de modo que o corpo não seja sacrificado no altar da performance. Passa por reduzir estímulos, desacelerar decisões, respeitar ciclos, escolher ambientes menos hostis, aprender a dizer não sem culpa, aprender a descansar sem se sentir inútil. Passa por compreender que ser feminina não é ser fraca, é ser sábia.
Quando a mulher trabalha em harmonia com o próprio corpo, e não contra ele, algo começa a se reorganizar. O sistema nervoso acalma, os hormônios encontram equilíbrio, o ciclo se regula, a fertilidade volta a ser uma possibilidade real. A vida precisa de espaço para acontecer. E talvez o maior ato de coragem hoje seja exatamente esse, sair da lógica do empoderamento que adoece e escolher uma vida mais leve, mais ordenada e mais compatível com aquilo que o corpo feminino sempre soube fazer, gerar vida.
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